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Tópico: Dúvida sobre material do capacete...

  1. #1
    Avatar de Rromagnani

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    Dúvida sobre material do capacete...

    Pessoal, tenho uma dúvida que acredito ser comum à muitos de nós...

    Muito se lê que tal capacete é bi composto, que o outro é tri composto é por aí vai.

    Como falei em outro tópico, ando namorando um Schubert E1, mas li que ele é feito de fibra de vidro, material que julgava ser de baixa resistência.

    Se alguém puder esclarecer sobre os materiais utilizados nos capacetes, avaliando-os, seria de grande valia para todos!

    Desde já, obrigado!


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    Boas curvas a todos
    Roberto

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  2. #2
    Avatar de EvertonM

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    Roberto,
    não é a resposta, mas talvez seja parte dela. Transcrevi abaixo parte de alguns sites.
    O assunto é bem interessante e tenho certeza que aprenderemos bastante com as colaborações que virão.
    Ab.

    Boa tarde! Parabéns pelo trabalho do motonline, que cada vez mais se mostra como a melhor fonte de informação, não somente para motociclistas, mas também para qualquer cidadão! Minha dúvida é sobre materiais que compõem os capacetes. Gostaria de saber qual é o material mais seguro, com excessão do kevlar, que eleva muito os preços dos capacetes. Tenho olhado capacetes até R$ 500,00 e me deparei com dois modelos da marca Zeus, um deles é o 1200 cujo material é hi-tech fiber (o que é isso?) e o outro é o 2000A que é de resina termoplastica. Qual o material meis resistente? Há outros materiais, além desses, em capacetes de preços mais acessíveis (até R$ 500 + ou -)? Obrigado! Marcelo, 26, Rio das Ostras, RJ.
    R: Marcelo, há dois processos principais utilizados na fabricação de capacetes. O injetado com termoplástico e o laminado com fibras em resina. Na maioria das normas mundiais de segurança os termoplásticos resolvem bem o problema para o uso cotidiano, mas veja:
    O injetado é composto normalmente de ABS que é um plástico que tem menor capacidade de absorver os impactos, ele tem mais aracterísticas de mola do que os de fibra. Por isso sua qualidade não é a superior mas o seu preço é bem mais accessível porque o casco sai pronto de uma máquina injetora.
    Os de fibra têm um composto misturado com resina, de vários tipos de fibras. De vidro, carbono ou kevlar ou ainda um composto disso tudo. Várias combinações são usadas no intuito de melhorar a capacidade de absorver impactos, sem dar nenhum efeito mola. É como uma bola de futebol de campo comparada à uma bola de futebol de salão. A de salão não pula, os impactos são absorvidos pelas características do material que compõe a sua capa.
    É assim também com os capacetes. Os mais caros vão prometer sempre, ter uma capacidade maior de lhe promover segurança. Seu crânio vai agradecer se num momento crítico seu capacete se comportar como uma bola de futebol de salão
    em vez de pipocar como uma de futebol. Abraços.
    Fonte: http://www.motonline.com.br/noticia/...lx-freio-ruim/


    6 - Qual é a diferença entre capacetes laminados e injetados? Qual é melhor?
    A diferença está no processo de fabricação. Nos capacetes laminados, os cascos (calota externa) são produzidos através de resina com fibra aramídica (kevlar), de vidro e de carbono, enquanto os injetados são produzidos em plástico ABS (acrilonitrila-butadieno-estireno), obtidos através de um molde de injeção plástica. Em ambos os processos de fabricação o capacete tem que atender os requisitos da norma NBR 7471/2001.
    7 - Por que existe uma diferença tão grande de preço entre os capacetes?
    Pelos tipos de materiais e processos industriais empregados na sua fabricação. Os laminados possuem processos manuais e materiais (fibras) que agregam custos, assim como a quantidade de peças de acordo com o modelo do capacete.
    Fonte: http://www.revistamundomoto.com.br/?p=especial&n=81
    Pilote sempre como se fosse a primeira e a última vez que você faz isso.
    O cuidado deve ser o do principiante e o prazer de pilotar deve ser o máximo, curtido a cada km rodado.


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  3. #3
    Avatar de barraforte

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    Para simplificar um pouco, os capacetes podem ser separados em dois tipos.

    Os de ABS, que utilizam um tipo de plástico próprio para absorção de impactos, e é o plástico utilizado nos para choques dos carros.

    E os com materiais compósitos.
    Entrem nesses materiais, a fibra de vidro, carbono, aramida e o que une é dá resistência a todas as camadas, que é a resina epóxi. Semelhante ao araldite.

    O que protege mesmo a cabeça do impacto no capacete, é aquele "isopor", ele é o responsável por absorver e dissipar o impacto.

    O casco do capacete antigamente era visto somente para dar a forma e resistência ao capacete.
    Com o desenvolvimento, o próprio casco do capacete se tornou responsável para absorção do impacto.
    E neste caso, levam vantagem os compósitos. Pois o plástico/ABS não consegue absorver boa parte do impacto.

    Técnica semelhante é utilizada hoje em dia nos carros, visto que grande parte se destrói inteiro para absorver os impactos da batida que são transmitidos aos passageiros.

    Os capacetes mais baratos de ABS, possuem dois tipos, um em que o casco é injetado por inteiro (melhor) e outro que é feito em duas metades e posteriormente colado (pior) tanto que, neste dá pra ver até a emenda no meio do capacete. E em caso de queda, há casos que abriram na metade.

    Com relação aos Bi ou tri, nada mais é que a quantidade de materiais diferentes empregados. E eles variam conforme o fabricante.

    Além da vantagem na absorção de impacto, os materiais compósitos trazem maior leveza, tornando o capacete mais confortável para uso em viagens e longos percursos.

    Para avaliar a qualidade dos capacetes em geral, recomendo os testes da Sharp (UK) que são publicados no site deles.
    http://sharp.direct.gov.uk/

    É "tipo" o nosso inmetro (NBR), só que anos luz na frente em matéria de avaliação de capacete.
    Há também o Snell e o DOT americano, o ESE Europeu, JIS Japonês.
    Geralmente os testes Europeus são os mais exigentes.

    ABS
    Última edição por barraforte; 05/06/2016 às 05:24 PM.

  4. #4
    Avatar de Rromagnani

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    Muito mo Everton e Barra! Vcs. Esclareceram o assunto!


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    Roberto

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  5. #5
    Avatar de J.Marcos

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    Excelente postagem.
    Muito esclarecedora.

  6. #6
    Avatar de bala

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    Muito bom o tópico tinha a mesma dúvida
    Os Bons Amigos Conhecem todas as suas Histórias.
    Os Melhores viveram todas elas a seu Lado.






  7. #7
    Avatar de Fabiano Felix

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    Ótima notícia

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  8. #8
    Avatar de Alexandre Castro

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    Olá Roberto, bom dia.

    Desculpe-me o papo de engenheiro, mas vou tentar resumir.

    Em suma os materiais são escolhidos em função de suas sistências à compressão e tração, o que significa comportamentos distintos dependendo do cenário.

    Isso explica o porquê de capacetes de plástico injetados serem indicados para aplicações, digamos, "de perfil mais básico ou simples", como o uso urbano e em menores velocidades.

    Num cenário rodoviário, com velocidades mais significativas, uma queda denota uma grande quantidade de eventos em uma fraçao reduzida de tempo (ex.: a cabeça bate sucessivas vezes em vários obstáculos, arrasta pelo asfalto por vários metros etc.).

    Os que utilizam fibras, principalmente, absorvem transversalmente as ondas de choque e distribuem longitudinalmente a resitência à tração, promovendo uma menor deformação da estrutura. Ou seja, estará menos propenso à romper-se e expor a cabeça, além de transferir menos para a parte interna o choque recebido.

    Neste mesmo cenário acima, a tendência de um capacete de plástico injetado seria rachar e soltar partes até o ponto de se desmontar e expor a cabeça.

    No caso dos compostos, eles possuem diferentes materiais em posições em que, estatisticamente, tipos específicos de agressão podem ocorrer durante as fraçoes de tempo de um acidente. Por exemplo, tipicamente se arrasta a cabeça de lado; geralmente se choca com um obstáculo com a nuca, topo ou queixo/testa. O emprego será de materiais específicos em cada parte do capacete, adequados à cada tipo de agressão prevista em função de suas qualidades de resistência.

    No mínimo considere os de fibra para uma compra. Esqueça os de plástico.

    Abç.
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  9. #9
    Avatar de rnuness

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    Esse tópico é excelente, muito esclarecedor.
    Rodrigo Nunes
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  10. #10
    Avatar de Rromagnani

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    Citação Postado originalmente por Alexandre Castro Ver Post
    Olá Roberto, bom dia.

    Desculpe-me o papo de engenheiro, mas vou tentar resumir.

    Em suma os materiais são escolhidos em função de suas sistências à compressão e tração, o que significa comportamentos distintos dependendo do cenário.

    Isso explica o porquê de capacetes de plástico injetados serem indicados para aplicações, digamos, "de perfil mais básico ou simples", como o uso urbano e em menores velocidades.

    Num cenário rodoviário, com velocidades mais significativas, uma queda denota uma grande quantidade de eventos em uma fraçao reduzida de tempo (ex.: a cabeça bate sucessivas vezes em vários obstáculos, arrasta pelo asfalto por vários metros etc.).

    Os que utilizam fibras, principalmente, absorvem transversalmente as ondas de choque e distribuem longitudinalmente a resitência à tração, promovendo uma menor deformação da estrutura. Ou seja, estará menos propenso à romper-se e expor a cabeça, além de transferir menos para a parte interna o choque recebido.

    Neste mesmo cenário acima, a tendência de um capacete de plástico injetado seria rachar e soltar partes até o ponto de se desmontar e expor a cabeça.

    No caso dos compostos, eles possuem diferentes materiais em posições em que, estatisticamente, tipos específicos de agressão podem ocorrer durante as fraçoes de tempo de um acidente. Por exemplo, tipicamente se arrasta a cabeça de lado; geralmente se choca com um obstáculo com a nuca, topo ou queixo/testa. O emprego será de materiais específicos em cada parte do capacete, adequados à cada tipo de agressão prevista em função de suas qualidades de resistência.

    No mínimo considere os de fibra para uma compra. Esqueça os de plástico.

    Abç.
    Muito bom Alexandre!

    Acredito que muitos assim como eu, são leigos no assunto e obviamente não estou louco de achar que um capacete de R$ 100,00 é igual à outro de R$ 4.000,00! kkkk

    Seu esclarecimento foi fundamental! Obrigado!
    Boas curvas a todos
    Roberto

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  11. #11
    Avatar de Saparugaman

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    Uma duvida pertinente ao assunto é sobre a Fibra de Carbono.

    Alguém sabe dizer se a questão de uso exclusivo desse material é somente pelo peso reduzido ou ele sozinho oferece mais proteção que um kpct tri composto?

  12. #12
    Avatar de barraforte

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    A fibra de carbono além da estética tem o fator peso e é muito utilizada pois sua resistência (aliada de uma excelente resina) é comparável a do aço.

    Se analisar que grande parte dos capacetes projetados para alta performance são tri compostos, acredito eu que a composição de múltiplas fibras seja superior a somente a fibra de carbono.

    ABS

  13. #13
    Avatar de generich

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