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Tópico: Transalp na Argentina e Chile

  1. #1
    Avatar de Pebra

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    TRANSALP XL700VA
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    Transalp na Argentina e Chile

    Bom dia transalpeiros e demais amigos das duas rodas.
    Em outro post comentei sobre a minha recente experiência em uma viagem a Argentina e Chile.
    Aqui comento sobre a minha Transalp 2014 ABS, que após os 7.600km da viagem fechou 20.000km rodados.
    Na moto estão os seguintes acessórios:
    - aquecedor de manopla - apesar de não ter feito tanto frio (para padrão de um curitibano kkk), no último dia foi muito útil, pois choveu demais e a minha luva impermeável (já muito rodada) acabou infiltrando água. O aquecedor ajudou a manter a mão aquecida;
    - protetor de carenagem com pedaleira Chapam - fundamental essa pedaleira extra, pois fazíamos cerca de 700km diários e esse acessório ajuda a ficar mudando de posição constantemente evitando um cansaço maior;
    - farol auxiliar chigling - muito bom, ajudou em alguns momentos em que não pudemos evitar de andar à noite.

    Eu havia trocado os pneus originais, que não duram muito, com 12mil km. Optei pelos Metzler Tourance, o que me pareceu excelente decisão. Estão agora com 8mil km e devem rodar no mínimo outro tanto.

    Shimming: ah esse problema! Depois de trocar os pneus e fazer o balanceamento, diminuiu bastante, mas ainda estava lá entre 60 e 70km/h, bem acentuado. Antes da viagem, pedi para o mecânico verificar o rolamento, e ele disse que estava ok, apenas deu um pequeno aperto para ver se melhorava; não melhorou. Optamos por trocar o rolamento pelo cônico (dica de alguns aqui no fórum), o que trouxe uma melhora mas não 100%. Aí ele notou que a Transalp não tinha balancim no guidão: instalou e acabou o shimming! Se só o balancim resolveria sem a troca do rolamento, é uma incógnita, mas o que importa é que está zerado.

    No mais, a moto foi muito bem. O consumo com toda a bagagem e o vento constante, principalmente na Argentina, não foi dos melhores, sendo 18km/l na pior situação (120km/h com muito vento), mas entre 100-110km/l sem vento chegou quase a 23km/l. Realmente a falta de uma sexta marcha impacta.
    O único detalhe é que, ao pararmos para umas fotos no deserto do Atacama, o meu amigo notou que a porca que fixa o sistema de ajuste da corrente estava frouxa. Quando olhei, percebi que não só isso, mas tinha perdido a contra-porca. Apertei a que restou e as outras e depois, chegando em San Pedro encontrei um cara que me deu uma para repor a contra-porca.
    Conclusão: diariamente é importante verificar os apertos das porcas, bem como não deixar de passar óleo na corrente, todos os dias.

    A moto do meu amigo (BMW F800GS) apresentou problema, parando na estrada. Após o socorro nos deixar em San Salvador de Jujui, recorremos a um mecânico indicado por um grupo de whatsapp da BMW - Miguel - que se mostrou um excelente mecânico. Ao olhar nossas motos (além da minha e da BMW tinha um Vstrom 650), o sr. Miguel olhou para a Transalp e, fazendo um muxoxo, afirmou: "essa aí não dá problema". Depois ele disse que tem um Transalp 650.

    Enfim, gostei muito da Transalp, já viajei muito com ela, rodei muito no off leve, subi e desci morro, mas nunca tinha viajado em tão longas distâncias diárias e por tantos dias (14dias). Muito confortável. Sempre cheguei cansado mas tranquilo nos destinos e, no dia seguinte, novo para outro trecho.
    Foi uma ótima companheira.

    Boas estradas.
    A fonte da juventude: uma moto, uma boa companhia e kms de estrada

  2. #2
    Avatar de Eduardo Caborteiro

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    Citação Postado originalmente por Pebra Ver Post
    Eu havia trocado os pneus originais, que não duram muito, com 12mil km. Optei pelos Metzler Tourance, o que me pareceu excelente decisão. Estão agora com 8mil km e devem rodar no mínimo outro tanto.
    Sempre usava os Tourance na minha ex Transalp. Achava excelente o custo x benefício, até porque se podia comprar o modelo tube type, que custam a metade do preço de um tubeless.
    sou ninja

  3. #3
    Avatar de Eduardo Caborteiro

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    Citação Postado originalmente por Pebra Ver Post
    Realmente a falta de uma sexta marcha impacta.

    O único detalhe é que, ao pararmos para umas fotos no deserto do Atacama, o meu amigo notou que a porca que fixa o sistema de ajuste da corrente estava frouxa. Quando olhei, percebi que não só isso, mas tinha perdido a contra-porca. Apertei a que restou e as outras e depois, chegando em San Pedro encontrei um cara que me deu uma para repor a contra-porca.
    Conclusão: diariamente é importante verificar os apertos das porcas, bem como não deixar de passar óleo na corrente, todos os dias.
    Transalp vibra mesmo! Projeto antigo. Esse foi o principal motivo de tu ter perdido as porcas e contra-porcas. Se tivesse a sexta marcha certamente atenuaria. O que eu fiz foi por um pinhão maior na frente, ficou muito, mas MUITO bom para viajar! Baixou uns 250-300 rpm. Parece pouco mas faz grande diferença em viagem. E na cidade a moto continuava boa.
    sou ninja

  4. #4
    Avatar de Eduardo Caborteiro

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    Citação Postado originalmente por Pebra Ver Post

    Ao olhar nossas motos (além da minha e da BMW tinha um Vstrom 650), o sr. Miguel olhou para a Transalp e, fazendo um muxoxo, afirmou: "essa aí não dá problema". Depois ele disse que tem um Transalp 650.
    Transalp é um "panzer", não dá galho bobo mesmo mas... pero no mucho...

    A porcaria do sensor CKP (sensor de virabrequim) incomoda. E muito. A moto pode não pegar. Tem de bater o arranque com ela engrenada na 1ªmarcha e largar a embreagem com o botão de partida ainda pressionado. A moto sai "cabritiando", dando pulos pra frente. Daí muda a posição do virabrequim e, na próxima partida, ela pega. Ou dar um tranco na moto. Mas, em estrada de chão, não é solução viável.

    E, os pneus com câmara, são deveras perigosos também. Além de virem abaixo de uma vez quando furam, o que gera grande instabilidade com risco de queda para trocar é um parto, além de ter que levar 2 câmaras de ar reservas. Menos espaço para bagagem. Para quem anda com garupa além de extremamente perigoso um furo se tem menos espaço ainda.
    sou ninja

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