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Tópico: Selo do INMETRO no capacete é sinônimo de qualidade?

  1. #1
    Avatar de Herbert

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    Selo do INMETRO no capacete é sinônimo de qualidade?

    Prezados (as)

    Ontem a kamila postou uma pergunta interessante no Facebook que eu achei interessante ao ponto de trazer a discussão para o Fórum. Vejam o seu relato e pergunta:



    "Boa noite amigos! Outro dia eu levei um tombo em casa, bati forte com a cabeça e fiquei assustada com o quanto as nossas cabeçinhas ocas são vulneráveis... :-) Gostaria de levantar uma questão sobre o controle de qualidade dos nossos capacetes, pois vejo que muitos, assim como eu, estão usando os capacetes da Mormai. Não me refiro a conforto e funcionalidade. Usei e aprovei esse capacete em uma viagem recente de 5.000km pelo Sul. Onde passei por calor de 37ºC à frio de -0.2ºC na estrada. Peguei dias de muita chuva e tempestade com rajadas de vento a 130km/h e voltei com a cabeça no lugar! Estou muito feliz com a escolha, MAAAASSSS, ao ver que outras marcas estão comercializando exatamente o mesmo capacete, mudando obviamente apenas as cores e grafismos, fico me perguntando, de onde vem esse casco?! Será que passou por algum teste confiavel?! Porque selinho do inmetro, infelizmente, está muito longe de ser sinônimo de qualidade! Então, eu peço a ajuda de vocês e se alguém puder passar alguma informação, ou referencia onde eu possa me certificar sobre a qualidade desse capacete, eu e o galo que canta na minha cabeça, ficaríamos muito agradecidos!"



    Kamila, espero que com este post vc possa encontrar ainda mais informações e opiniões sobre o assunto. Abraços.
    Herbert
    Administrador do Portal Bigtrails
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  2. #2
    Avatar de crmendes

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    infelizmente no brasil esse selo nao e sinonimo de qualidade nao, temos nas lojas capacete de péssima qualidade que levam o selo, esse capacete da mormaii tem projeto alemao (se nao me engano) que e reconhecimento pelos orgaos de seguranca da europa, quel levam a serio o quesito seguranca e a maioria baixo nivel de ruido.

    os outros que tem o mesmo desenho eu usei e nao gostei, voltei para meu bieffe 3 sport (so coloquei uma borracha adesiva para vedar a entrada de vento e vibracao da lente)

  3. #3
    Avatar de Baddan

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    Alguns modelos que são vendidos no Brasil são testados pela SHARP helmets
    Na internet tem os resultados
    Feliz do homem que possui uma moto, ele pode viajar, ver paisagens e entender a si próprio.
    "Moto: Uma paixão sem destino!"

  4. #4
    Avatar de Tonycavalcanti

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    Acho que o que falta é classificação de qualidade, ou seja, vc tem capacetes de 50 reais no mercado com selo, mas esse capacete para quem anda 200km/h e nada provavelmente é a mesma coisa, agora cabe lembrar que os testes do imetro são feito para os padrões brasileiros, ou seja, se nossa via de maior velocidade no brasil é a Carvalho Pinto com velocidade de 120km/h, os capacetes são testamos para essa condição e não par andar a 200km.

    Ao meu ver, sou leigo no assunto, um capacete que custa 50 reais não sei se passa nos mesmos testes de um capacete que custa 2 mil, ou seja, mesma tensão de carga e impacto. Se passa, perfeito; se não passa, então os capacetes deveriam ser classificados, como por exemplo, velocidade.

    Sei que ja vi muita corrida no autódromo e ja muito piloto usando LS2 por exemplo de R$ 199,00, cairem e o capacete fazerem a segurança devida.

  5. #5
    Avatar de Kamilla

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    Pois é Hebert, como sabemos, infelizmente selo do Inmetro não garante que o casco vai salvar as nossas vidas... vemos capacetes de péssima qualidade contendo o selo...então, qual o critério?!
    Como saber quais os testes que nossos capacetes foram submetidos e aprovados, eis a questão!


    Citação Postado originalmente por Herbert Ver Post
    Prezados (as)

    Ontem a kamila postou uma pergunta interessante no Facebook que eu achei interessante ao ponto de trazer a discussão para o Fórum. Vejam o seu relato e pergunta:



    "Boa noite amigos! Outro dia eu levei um tombo em casa, bati forte com a cabeça e fiquei assustada com o quanto as nossas cabeçinhas ocas são vulneráveis... :-) Gostaria de levantar uma questão sobre o controle de qualidade dos nossos capacetes, pois vejo que muitos, assim como eu, estão usando os capacetes da Mormai. Não me refiro a conforto e funcionalidade. Usei e aprovei esse capacete em uma viagem recente de 5.000km pelo Sul. Onde passei por calor de 37ºC à frio de -0.2ºC na estrada. Peguei dias de muita chuva e tempestade com rajadas de vento a 130km/h e voltei com a cabeça no lugar! Estou muito feliz com a escolha, MAAAASSSS, ao ver que outras marcas estão comercializando exatamente o mesmo capacete, mudando obviamente apenas as cores e grafismos, fico me perguntando, de onde vem esse casco?! Será que passou por algum teste confiavel?! Porque selinho do inmetro, infelizmente, está muito longe de ser sinônimo de qualidade! Então, eu peço a ajuda de vocês e se alguém puder passar alguma informação, ou referencia onde eu possa me certificar sobre a qualidade desse capacete, eu e o galo que canta na minha cabeça, ficaríamos muito agradecidos!"



    Kamila, espero que com este post vc possa encontrar ainda mais informações e opiniões sobre o assunto. Abraços.

  6. #6
    Avatar de Nicol@u

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    Citação Postado originalmente por Tonycavalcanti Ver Post
    Acho que o que falta é classificação de qualidade, ou seja, vc tem capacetes de 50 reais no mercado com selo, mas esse capacete para quem anda 200km/h e nada provavelmente é a mesma coisa, agora cabe lembrar que os testes do imetro são feito para os padrões brasileiros, ou seja, se nossa via de maior velocidade no brasil é a Carvalho Pinto com velocidade de 120km/h, os capacetes são testamos para essa condição e não par andar a 200km.

    Ao meu ver, sou leigo no assunto, um capacete que custa 50 reais não sei se passa nos mesmos testes de um capacete que custa 2 mil, ou seja, mesma tensão de carga e impacto. Se passa, perfeito; se não passa, então os capacetes deveriam ser classificados, como por exemplo, velocidade.

    Sei que ja vi muita corrida no autódromo e ja muito piloto usando LS2 por exemplo de R$ 199,00, cairem e o capacete fazerem a segurança devida.
    Concordo com o Tony.
    Capacete tinha que ser, mal comparando, igual a hotel, de uma a cinco estrela, por exemplo.

    [ ]s


    FORÇA GERALDO PEÃO!!!



  7. #7
    Avatar de GuilhermeCS

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    Selo do INMETRO infelizmente não é sinonimo de qualidade.
    Um amigo me contou que comprou um capacete no Paraguai e o vendedor mesmo colocou o selo do INMETRO no capacete.

    confio mais no teste da SHARP.
    "I don't care about shiny chrome, or loud exhaust.
    I don't ride to be seen, I ride because I want to disappear."

  8. #8
    Avatar de Tonycavalcanti

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    Citação Postado originalmente por GuilhermeCS Ver Post
    Selo do INMETRO infelizmente não é sinonimo de qualidade.
    Um amigo me contou que comprou um capacete no Paraguai e o vendedor mesmo colocou o selo do INMETRO no capacete.

    confio mais no teste da SHARP.
    Isso e a coisa mais normal que existe, vc manda fazer um capacete com pintura personalizada, ai vai no camelo e compra um selo e coloca....

    Capacete de marca estranha, jamais....

  9. #9
    Avatar de ulisses barros

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    Nicol@u, a classificação Sharp é por estrelas, so conferir no site.

  10. #10
    Avatar de Ricardof

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    Citação Postado originalmente por Tonycavalcanti Ver Post
    Isso e a coisa mais normal que existe, vc manda fazer um capacete com pintura personalizada, ai vai no camelo e compra um selo e coloca.
    Mas o pessoal coloca selos "falsos".
    Eu mesmo comprei um ebf de R$ 50,00, tirei o selo e implantei no Shoei.

    ai começou a onda da PR conferir a numeração, para ver se é do mesmo capacete. Para evitar ir para delegacia por falsificação, apaguei a numeração do selo.

  11. #11
    Avatar de AlexSA

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    [SIZE=5]Vi esse da Mormai numa loja e sinceramente pareceu ser de qualidade.

    [/SIZE]

  12. #12
    Avatar de Tonycavalcanti

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    Viram a piloto que sobrei um acidente esses fds em BSB e o capacete rachou ao meio com o impacto da moto?

    Então selo do imetro não é tudo, como disse, deveria ter categorias...

  13. #13

  14. #14
    Avatar de HSG

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    A questão do selo acho que é uma imposição dos importadores afim de garantir a exclusividade nas vendas.

    Qualquer fábrica de fundo de quintal Xing Ling homologa o selo Inmetro, será que conseguiriam um selo Dot?

    Qual destes institutos é mais confiável, Inmetro ou Dot?

    Abrs. a todos.

  15. #15
    Avatar de Alegonca

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    Mais que o selo e que o capacete, está a prudência ao pilotarmos as nossas máquinas. Dependendo da queda não há casco que aguente, foi o que aconteceu com a Vanessa Daya que, pelas fotos, parece que usava um Shoei, capacete extremamente confiável. Claro que é sempre bom estarmos bem equipados e com equipamentos de qualidade, a sensação de segurança ao pilotar aumenta, mas nunca, em hipótese alguma devemos abusar da sorte.
    Pilote com responsabilidade e pilotarás por muitos e muitos kms.
    Aquele abraço

  16. #16
    Avatar de Flavio DT

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    Infelizmente a realidade é essa, selo no Brasil não tem validade, pois existe falsificação e nenhuma fiscalização em todo e qualquer órgão que se possa imaginar.
    Quanto ao capacete MorMaii, adquiri o modelo Converse e acredito que não tive sorte pois a vedação da viseira é péssima, passa vento e chuva. deixando assim
    a vedação acústica sem avaliação.
    Alguns dias atrás uma loja aqui em Porto Alegre estava com grande promoção de capacetes de diversas marcas (preços muito atrativos), porém todos com mais de 3 anos de fabricação, aí questiono tem fiscalização??? Pois havia um boato a um tempo atrás que tbm os capacetes tinham validade hehehe.
    É complicado a situação do brasileiro hehehe

  17. #17
    Avatar de menezes

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    Não estou aqui comparando o preço verso qualidade, mas não creio que um capacete de 50,00 possa proteger tanto quanto um shoei.
    Caso você tenha a má sorte de se deparar com um policial que sabe que o schuberth não é homologado no Brasil, mesmo sabendo
    que é um capacete superior, ele te multa. Eles não tem coerência alguma, pode argumentar. Ai você coloca um celo falso, ele quer formalizar um
    processo por falsificação. Você pode se sair um pouco melhor quando raspa a numeração. Hoje eles exigem até uma etiqueta costurada
    internamente. cada hora vivemos em um país cheio de leis, regras e normas, que só valem para quem não tem dinheiro, que é o caso da maioria.
    Penso que a questão da segurança é tão importante que não era para ter celo do IMETRO e sim conscientização, dai só compraríamos com
    uma certificação confiável.

  18. #18
    Avatar de Serju

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    Galera, meus 50 centavos de opinião.

    Acredito que o que torna um capacete seguro está longe de ser se ele aguenta ou não o impacto sem quebrar, que é, basicamente o que o Inmetro exige para liberar o selo.

    A capacidade de absorção de impacto também é outro fator de suma importância. Até mais que a resistência a um impacto sem quebrar. Na verdade, quanto mais resistente ao impacto, mais quebrado o capacete fica depois de um acidente, mas, claro, preservando a cabeça do usuário. A Shark fez uma propaganda sensacional que posto no vídeo abaixo que explica exatamente isso. Se eu tiver que me guiar por alguma coisa para saber se um capacete é bom ou não, jamais será pelo selo do Inmetro. E também não será pela marca.

    Há alguns anos, conversando com alguns feras da moto velocidade brasileira, me falaram sobre o site da Sharp que já foi mencionado aqui. Este me parece uma boa referência, já que é um instituto imparcial e que utiliza recursos para realizar testes, muito mais adequados e semelhantes a situações reais. Você se surpreende com resultados de marcas famosas. Há capacetes modulares que resistem a apenas 50% dos impactos permanecendo fechado. Você acha que eu arriscaria minha cabeça em um capacete onde terei 50% de chances de ele abrir em uma queda? Por isso, sugiro visitar sempre o site http://sharp.direct.gov.uk/ antes de comprar um capacete.

    Abraços!



    Última edição por Serju; 13/09/2013 às 03:19 PM.

  19. #19
    Avatar de Fabiano Mosqueira

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    Esta história de selo do Inmetro é conversa para mais de hora e, creio eu, sem conclusão efetiva.
    Não é possível atestar de fato qual é qualificação e os parâmetros adotados pelo instituto. Sabemos que, em muitos caso, vão além da proteção em si.
    Aproveitando o link do Serju, atestei que os dois capacetes que uso (Marushin M401 e Nolan 103) e têm boa proteção. Pelo menos as ideias estarão intactas.
    "A gente não faz amigos, reconhece-os." Vinicius de Moraes

  20. #20
    Avatar de amaral

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    acredito que a qualidade vem das pistas, assim como a tecnologia embarcada que temos nas nossas motos e carros. Por isso que só compro capacete importados de marcas presentes em diversos tipos de competição e que tem homologação internacional, infelizmente não confio em qualidade do inmetro, acho muito difícil um capacete de 50 reais apresentar níveis de segurança para andar de moto...eu não ando nem de bicicleta com esses capacetes! heheheh

  21. #21
    Avatar de Tonycavalcanti

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    18/09/2013 13h16 - Atualizado em 18/09/2013 14h31

    Capacete, airbag, macacão... precisa gastar para se equipar para moto?

    Colunista do G1 explica que se vestir como Rossi para a cidade é exagero.
    Saiba para que serve cada item e no que é recomendável investir mais.




    Roberto AgrestiEspecial para o G1









    10 comentários

    Equipamentos têm opções variadas, mas é preciso saber escolher (Foto: Rafael Miotto/G1)
    Sua moto chegou, finalmente. Adeus aperto no ônibus, horas entalado no engarrafamento. A família está dividida: uns rezam, outros festejam. E entre estes aparece a bem intencionada turma do donativo: o capacete mofadão que era do tio "e está quase novo", diz ele, cheio de boa vontade. A jaqueta de couro ressecada, dura feito um bacalhau. "Tem história", afirma o cunhado tamanho P (e você é G). E o coturno dado pelo sogro que "é dos bons", jura ele, que o usou na Guerra do Paraguai...

    Mande dúvidas sobre motos no espaço de comentários; as selecionadas serão respondidas em colunas futuras.

    saiba mais


    Nessa hora sorria, agradeça, mas esqueça. Foi-se o tempo que, para andar de moto, qualquer traje servia. A tecnologia galopou, há uma farta oferta de roupas especificamente projetadas para motociclistas e a bússola dos fabricantes aponta para um só norte: o da segurança. Mas como diferenciar o fundamental do supérfluo? Veja dicas abaixo.
    Capacete de R$ 50 ou
    de R$ 5 mil?





    Ele é o rei dos equipamentos. A lei no Brasil não só obriga qualquer motociclista a utilizá-lo como estabelece um sistema de homologação, materializado no famoso "selinho" do Inmetro. Então, tendo o tal selo, tudo bem? Infelizmente não é assim. Há capacetes de R$ 50 e outros que custam 100 vezes este valor, todos com selinho. Muda o quê? Tudo, mas o mais importante diz respeito aos materiais utilizados.

    Capacetes são feitos de diferentes
    materiais, o que altera o grau de proteção
    (Foto: Rafael Miotto/G1)

    Capacetes baratos geralmente são feitos de plástico injetado. Um degrau acima estão os de fibra de vidro e, no topo da pirâmide, os de materiais compósitos (fibra de carbono ou aramídicas, como o Kevlar).
    É claro que a proteção que um capacete "top" oferece é maior, nem tanto quanto ao impacto que o equipamento deve absorver para preservar o que vai dentro dele, sua cabeça, mas muito por conforto, leveza, visibilidade oferecida, ventilação e durabilidade, entre outros itens.

    Há capacetes decentes, confortáveis e seguros na faixa que vai de R$ 300 a R$ 900. Na escolha, a regra básica é experimentar e avaliar especialmente o conforto. Capacete não pode ser folgado: deve pressionar a cabeça de maneira uniforme e as maçãs do rosto de modo mais evidente. Com uma semana de uso a forração cederá um pouco e, como foi dito, a proteção depende de um bom ajuste à sua cabeça.

    Outro aspecto importante é a viseira, que deve ser fácil de operar e, claro, quanto mais grossa, maior a segurança. Fundamental também é, no teste, afivelar a cinta jugular que JAMAIS pode ser incômoda, ficar folgada ou ser de difícil operação.
    Faça o teste: vista o capacete e balance vigorosamente a cabeça. Se ele oscilar, está grande demais para você.

    E as luvas de R$ 1.500?


    Para a grande maioria dos motociclistas é um equipamento para dias mais frios. Grande erro: em qualquer tombinho, o instinto de proteção manda as mãos para o chão.

    Luvas simples, de couro, ou pior ainda, as de pano, custam (e protegem) pouco. Melhor usá-las a não vestir nada. Mas, com cifras que vão dos R$ 130 até R$ 500, há luvas específicas para motociclistas que garantem ótima proteção.
    Prefira as luvas com protetores específicos para
    motociclistas (Foto: Rafael Miotto/G1)

    Nelas, geralmente é usado couro associado a plástico injetado aplicado nas regiões com maior possibilidade de impacto e/ou abrasão em caso de acidente. No entanto, há luvas excelentes de material têxtil sintético que, além de mais apropriadas ao nosso clima, oferecem mais conforto.
    Há luvas que custam até R$ 1.500, mas, atenção: esses são modelos que se destinam à pilotagem em pista. Lindos e superprotetores, eles são feitos para suportar as consequências de tombos a mais de 200 km/h. Pense bem: você precisa de tudo disso?
    E, além do mais, são luvas difíceis de vestir e tirar; o uso no dia-a-dia não é com elas. Prefira ter dois pares de luvas medianas a uma "super-hiper-plus". Uma para uso urbano, leve, arejada, fácil de vestir e tirar. Outra mais parruda, estradeira, mas que seja confortável para uso por longos períodos.

    Bota: cano alto e sem cadarço



    A regra é calçado de cano alto, sempre. Mas o quão alto? O bom senso é seu guia, e o seu gosto também. Para o uso diário, basta que o tornozelo esteja coberto, mas é claro que, para viagens rodoviárias, botas de cano mais alto oferecem mais proteção.

    Botas precisam ser de cano alto, mas as que têm
    cadarço são arriscadas porque podem enroscar
    (Foto: Rafael Miotto/G1)

    Como nas luvas, as botas específicas para motociclistas trazem protetores plásticos, resguardando as partes mais vulneráveis dos pés e preservando o calçado nos frequentes contatos com a alavanca de câmbio, pedaleiras, etc.

    O sistema de fechamento é um ponto onde não há muita unanimidade: há botas com velcro e outras com zíper equivalentes. Fuja daquelas com o vulgar cadarço, que engancha nos lugares onde e quando não devia. Um perigo. Preços? Há botas partindo de R$ 250/R$ 300, mas as mais "profissas", seguras e duráveis, por conta dos materiais melhores, estão na faixa de R$ 600 a 900.

    Jaquetas: vale olhar as mais top



    A ideia é proteção do frio e chuva? Bem mais do que isso: as jaquetas atualmente miram proteger cotovelos, antebraços e ombros de impactos, com as melhores tendo forros removíveis, adaptando-se a uso em climas diferentes de acordo com a época do ano.

    Jaqueta tem de possui protetores nos ombros,
    cotovelos e coluna (Foto: Rafael Miotto/G1)

    O material mais usual é a cordura, tecido resistente à abrasão e que permite desenhos variados: das chamadas 'parkas', mais compridas, às mais curtinhas, todas devem contar com reforços plásticos ou de material apropriado para absorver impacto em pontos estratégicos. Não tem proteção? Não é uma jaqueta séria.

    A opção pela tecnologia mais evoluída pode significar um bom desconto na conta do pronto-socorro... Quanto valem as boas jaquetas técnicas dotadas de proteções? A partir dos R$ 350/R$ 400 há opções razoáveis, mas – acredite – tal equipamento merece uma análise nos modelos do "andar de cima".

    As de mais qualidades partem dos R$ 1 mil e chegam, pasmem, perto dos R$ 4 mil ou mais. Algumas delas são equipadas com sistema de proteção pneumático, o popular "airbag", tema que merece comentário mais extenso. Sim, são caras, mas, aspectos estéticos à parte, as jaquetas topo de linha têm uma durabilidade e eficiência excepcionais.



  22. #22
    Avatar de Tonycavalcanti

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    Continuação do post abaixo:

    Airbag funciona ou não?





    Airbag ainda é caro (Foto: Divulgação)
    Atualmente no Brasil há jaquetas e coletes com tal aparato. Estes últimos são mais leves, e podem ser usados sobre roupas normais. O princípio de funcionamento é óbvio: câmaras da ar embutidas no traje se inflam assim que um "gatilho" – acionado por um gancho fixado por um cabo à alguma parte da moto – libera o gás sob alta pressão, que infla o airbag quando o tombo ou impacto faz o motociclista se separar do seu veículo.
    O problema é que nem sempre em um acidente condutor e moto se separam, assim como o próprio tempo no qual o cabo leva para ficar tensionado pode ser maior do que a rapidez de intervenção necessária. Ou seja, o airbag (seja de colete ou jaqueta) pode não ser eficaz.

    Porém, um fabricante desenvolveu um sistema mais eficiente que, em vez de um estirão mecânico para o acionamento do airbag, se vale de sensores que "leem" impactos e movimentações bruscas. Tais sensores são instalados em locais diferente da moto, e "conversam" com jaqueta ou colete via "wireless", diminuindo radicalmente o tempo de atuação do sistema. Ideal? Sim, mas o preço é proibitivo: na Europa o colete mais kit de sensores para a moto custa cerca de 2.300 euros (cerca de R$ 7 mil) e o colete, a metade disso. No Brasil não temos notícia de que exista no mercado, mesmo porque, com as salgadas taxas de importação que temos o valor seria absurdamente elevado.

    Airbag para motociclista (Foto: Divulgação)
    Mesmo assim, a proteção desse airbag se limita às áreas específicas do tórax e pescoço, importantes, claro, mas não abrange braços e a parte mais vulnerável do corpo de um motociclista na maioria dos acidentes, as pernas.

    Todavia, para quem deseje um colete com airbag de acionamento mecânico basta investir pouco acima dos R$ 1.000. Pelas jaquetas, o triplo disso. Mas, atenção: não há normativa nacional que ateste a eficácia destes sistemas, e assim, a melhor medida é optar por modelos de procedência europeia (os mais caros), e que atendem normas de homologação e certificação lá exigidas, ainda não estabelecidas pelos órgãos nacionais para tais equipamentos.



    Calça ou joelheira?




    A cordura é o material e, como nas jaquetas, proteções plásticas nos joelhos e parte inferior das pernas são padrão. Na região pélvica, a espuma de alta densidade é a encarregada da defesa dos quadris.

    Capacetes, luvas, jaqueta, calças, botas são
    aconselháveis para a cidade e indispensáveis
    para a estrada (Foto: Raul Zito/ G1)

    Todavia, a compra de uma calça específica deve mirar mais um uso rodoviário. Para uso urbano, no dia a dia, a proteção dos membros inferiores pode ocorrer com joelheiras a serem usadas sobre qualquer tipo de calça. Estranho? Certamente, mas efetivo.
    Calças de cordura com proteções embutidas custam de R$ 400 até R$ 800, enquanto as mais simples joelheiras/caneleiras partem de R$ 200, chegando a R$ 350 para modelos mais sofisticados. Há também as calças de couro, com proteções, que fazem par com jaquetas do mesmo material. Preços variam entre R$ 2.500 e R$ 4 mil para o conjunto, ou seja, um macacão de duas peças.


    Capa, macacão, protetor
    de coluna, cinta... precisa?





    Protetores de coluna são importantes, sobretudo em uso rodoviário, e geralmente são associados às cintas abdominais. Preço? Os melhores custam perto dos R$ 900, os mais básicos, a metade disso.

    Joelheira para colocar por cima da calça pode ser
    alternativa na cidade (Foto: Divulgação)

    Estar seco é outro ponto importante: mesmo nas estações mais quentes do ano, uma chuva imprevista pode fazer você tiritar de frio e, consequentemente, ter reações mais lentas. Por menos de R$ 50 capas de chuva de nylon básicas quebram o galho, mas há modelos de até R$ 350 que conciliam maior conforto com design e durabilidade.

    No final das contas, o importante é dar prioridade a equipamentos que conciliem qualidade, conforto, estejam ao alcance de suas possibilidades financeiras e sejam coerentes com a moto que você vai conduzir.

    Um macacão de couro igual ao do Valentino Rossi é certamente atraente, extremamente protetivo, mas não há lógica em usá-lo para um trajeto urbano no lombo de uma 125cc cilindradas, certo?

    Priorize o bom senso e escolha aquilo que você vai efetivamente usar de modo rotineiro. Melhor ter poucos equipamentos de qualidade razoável e usá-los diariamente do que ter uma tonelada deles guardados no armário. Incorporar ao ato de montar na motocicleta o necessário ritual de se trajar adequadamente é o que faz um motociclista envelhecer, inteirinho...



    Roberto Agresti escreve sobre motocicletas há três décadas. Nesta coluna no G1, compartilha dicas sobre pilotagem, segurança e as tendências do universo das duas rodas.





    http://g1.globo.com/carros/dicas-de-...para-moto.html


  23. #23
    Avatar de menezes

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    Este é um assunto velho, mas aparece cada uma. Fui parado por um policial federal
    na br 174, ele não me multou, eu apresentei o invoice da compra do capacete e ele me
    liberou, mas falou algo que eu fiquei curioso, foi sobre o vencimento do capacete,
    existe isso?

    "O fracasso não é uma opção" (Gene Krantz, Apollo 13 Flight Director) "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e eu não tenho certeza sobre o universo.". (Albert Einstein)


  24. #24
    Avatar de Tonycavalcanti

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    Citação Postado originalmente por menezes Ver Post
    Este é um assunto velho, mas aparece cada uma. Fui parado por um policial federal
    na br 174, ele não me multou, eu apresentei o invoice da compra do capacete e ele me
    liberou, mas falou algo que eu fiquei curioso, foi sobre o vencimento do capacete,
    existe isso?
    Todo capacete tem data de validade, normalmente fica preso na fivela da jugular, data de fabricação e validade de 5 anos

  25. #25
    Avatar de Tonycavalcanti

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    [QUOTE=Tonycavalcanti;102471]Todo capacete tem data de validade, normalmente fica preso na fivela da jugular, data de fabricação e validade de 5 anos[/QUOT

    Isso pq o material que protege a cabeça, resseca e deixa de cumprir seu objetivo

  26. #26
    Avatar de menezes

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    Ok. vou dar uma olhada no meu, eu não fico por mas de 5 anos com um capacete mesmo.

    "O fracasso não é uma opção" (Gene Krantz, Apollo 13 Flight Director) "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e eu não tenho certeza sobre o universo.". (Albert Einstein)


  27. #27
    Avatar de Friggi

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    Eu já "implantei" uma vez um selo de um Fly de R$ 50 no Shoei Qwest que comprei nos EUA. Mas, como sou advogado, acabei removendo porque poderia ser maior problema do que a multa. Ocultar a numeração também não é uma boa ideia.

    É claro que cada policial vai querer dar sua interpretação na hora da fiscalização, e é muito difícil prever. Para capacetes que tenham sido homologados no Brasil, como é o caso do Shoei, vale imprimir o certificado de homologação do site do INMETRO e andar com ele. Apesar de o texto legal dizer que a comprovação é com o selo ou etiqueta interna, também não há impedimento de comprovar de outra forma.

    Aproveitando o assunto, tenho uma ótima indicação de capacete "dual sport": é o Texx Bar Code, que na verdade é um capacete produzido em Hong Kong para várias marcas, acredito que originalmente a fábrica é a do LS2. Nos EUA, o mesmo capacete (que tem as marcas Speed and Strenght SS2500 e LS2 MX453) custa em torno de US$ 160-180. O da Texx pode ser encontrado aqui por R$ 480 à vista, ou seja, praticamente o mesmo preço, e é um capacete muito bem avaliado, com casco em fibra de vidro e levíssimo. O Mormaii tem valor próximo mas é em ABS, não dá nem para comparar.

    Eu comprei um e gostei muito.

    Vai o link para uma loja: http://www.l7motos.com.br/ecommerce_...Cross-Bar-Code
    Última edição por Friggi; 12/02/2014 às 10:10 AM.

  28. #28
    Avatar de ulisses barros

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    Nao mesmo.

  29. #29
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    Citação Postado originalmente por Friggi Ver Post
    "... Para capacetes que tenham sido homologados no Brasil, como é o caso do Shoei, vale imprimir o certificado de homologação do site do INMETRO e andar com ele. Apesar de o texto legal dizer que a comprovação é com o selo ou etiqueta interna, também não há impedimento de comprovar de outra forma..."
    Sem querer duplicar o assunto, que já foi bem detalhado em outro tópico aqui no PBT, é bom reforçar que o selo do INMETRO só é obrigatório para os capacetes comercializados no Brasil. Conforme esclarecido pelo próprio INMETRO, qualquer cidadao pode importar um capacete para uso próprio e utilizá-lo sem o selo.


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  30. #30
    Avatar de Friggi

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    Citação Postado originalmente por PauloHM Ver Post
    Sem querer duplicar o assunto, que já foi bem detalhado em outro tópico aqui no PBT, é bom reforçar que o selo do INMETRO só é obrigatório para os capacetes comercializados no Brasil. Conforme esclarecido pelo próprio INMETRO, qualquer cidadao pode importar um capacete para uso próprio e utilizá-lo sem o selo.


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    Paulo, conheço a discussão. São dois os problemas: a opinião do INMETRO não vincula as autoridades de trânsito, e a recente Resolução 453/2013 do CONTRAN não é específica, podendo fazer com que se retome a fiscalização como existia antes e em certo momento diminuiu ou parou (pelo menos em São Paulo).

  31. #31
    Avatar de PauloHM

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    Citação Postado originalmente por Friggi Ver Post
    Paulo, conheço a discussão. São dois os problemas: a opinião do INMETRO não vincula as autoridades de trânsito, e a recente Resolução 453/2013 do CONTRAN não é específica, podendo fazer com que se retome a fiscalização como existia antes e em certo momento diminuiu ou parou (pelo menos em São Paulo).
    Pelo que entendi (não sou advogado), nada mudou em nenhuma das resoluções (tanto na atual quanto nas que ela revoga) com especial referência à necessidade do selo do INMETRO. Concordo contigo quanto à não especificidade e que a fiscalização pode retornar, aliás, nunca deveria ter sido interrompida, mas a argumentação - na minha opinião - continuará valendo, no que diz respeito ao esclarecimento do INMETRO: nada disso se aplica aos capacetes importados para uso próprio.

    Quanto ao que o tópico pergunta, a resposta é não. Este selo não garante a qualidade do capacete, apenas atesta sua conformidade com referência às normas exigidas para sua comercialização no Brasil. Mas discutir isso é como discutir a regra do "impedimento" no futebol. Se tirar essa regra do "jogo" do que viverão os que dependem da discórdia?

  32. #32
    Avatar de Friggi

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    Citação Postado originalmente por PauloHM Ver Post
    Pelo que entendi (não sou advogado), nada mudou em nenhuma das resoluções (tanto na atual quanto nas que ela revoga) com especial referência à necessidade do selo do INMETRO. Concordo contigo quanto à não especificidade e que a fiscalização pode retornar, aliás, nunca deveria ter sido interrompida, mas a argumentação - na minha opinião - continuará valendo, no que diz respeito ao esclarecimento do INMETRO: nada disso se aplica aos capacetes importados para uso próprio.

    Quanto ao que o tópico pergunta, a resposta é não. Este selo não garante a qualidade do capacete, apenas atesta sua conformidade com referência às normas exigidas para sua comercialização no Brasil. Mas discutir isso é como discutir a regra do "impedimento" no futebol. Se tirar essa regra do "jogo" do que viverão os que dependem da discórdia?
    Eu não discordo da sua opinião, também creio que qualquer produto de certificação obrigatória (como alguns produtos para crianças) possa ser comprado no exterior e utilizado por particulares no Brasil. Só coloquei um argumento "a mais", já que a gente sabe que na hora da fiscalização, há ignorância, abuso etc. É só uma folhinha de papel: no meu caso, além de informar que comprei no exterior, se a "autoridade" insistisse em multar, eu falaria: "veja, meu capacete é marca Shoei modelo Qwest, certificado pelo INMETRO com número xxxxxxx, não estou infringindo o CTB. A diferença é que não paguei o dobro do que vale!"

  33. #33
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    Citação Postado originalmente por Friggi Ver Post
    "... Só coloquei um argumento "a mais", já que a gente sabe que na hora da fiscalização, há ignorância, abuso etc... "
    Também não discordo da sua opinião. Isso que citou acima acontece porque a impunidade corre solta na República das Bananas.

    Quando comprei meu capacete, esse adesivo veio colado na viseira. Isso pra mim significa qualidade. Depois de atender a todas essas normas você acha que eu estou me importando quanto com o selo do INMETRO?

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  34. #34
    Avatar de Friggi

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    Citação Postado originalmente por PauloHM Ver Post
    Também não discordo da sua opinião. Isso que citou acima acontece porque a impunidade corre solta na República das Bananas.

    Quando comprei meu capacete, esse adesivo veio colado na viseira. Isso pra mim significa qualidade. Depois de atender a todas essas normas você acha que eu estou me importando quanto com o selo do INMETRO?

    ImageUploadedByTapatalk1392234084.118503.jpg



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    Esse Icon Variant é bem bacana! Aqui não tem, nem pelo dobro...
    Como um colega anteriormente escreveu, há testes de proteção mais significativos para nos orientar, como a nota SHARP e a aprovação Snell. O Shoei Qwest é Snell e 5 estrelas pela SHARP.

  35. #35
    Avatar de PauloHM

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    Citação Postado originalmente por Tonycavalcanti Ver Post
    Todo capacete tem data de validade, normalmente fica preso na fivela da jugular, data de fabricação e validade de 5 anos
    Fala Tony! Você tem razão. No manual do meu ICON esta escrito isso mesmo. Veja:

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  36. #36
    Avatar de Rodolfo Onishi

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    Me ajudou muito os comentários sobre capacetes trazidos de fora. Mas parece que a dúvida permanece, visto que a legislação deixa brechas, ficando então por conta da autoridade aplicar aquilo que ela quer, um certo poder arbitrário. Mas enfim, andarei com a cópia da nota fiscal e com a certificação do Inmetro em mãos como já dito pelos colegas como uma ótima dica pra tentar se proteger de eventuais fiscalizações.

  37. #37
    Avatar de EvertonM

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    Penso que uma boa indicação da qualidade do capacete é de avaliadores como a Sharp - e algumas vezes nos surpreendemos com as avaliações. Nem sem o capacete mais caro é o mais bem avaliado.
    Quanto ao famigerado "selo", em minha ótica a regra é clara - tem que ter o selo do Inmetro e ponto (sem qualquer discussão sobre a capacidade técnica de nossos órgãos avaliadores). Até pode acontecer de um policial mais liberal não querer incomodar, mas não vejo possibilidade jurídica de outro entendimento. Todavia, em diversos fóruns já vi discussões homéricas em relação a esse assunto.
    O importante é saber que se o policial quiser reter o vivente enquanto este não tiver um capacete "selado", assim poderá fazê-lo. Usar um selo "pirata" também não é a melhor escolha - o usuário poderá ser responsabilizado por falsidade ideológica e vai se complicar muito mais do que andar sem o selo.
    Abraço a todos.
    Pilote sempre como se fosse a primeira e a última vez que você faz isso.
    O cuidado deve ser o do principiante e o prazer de pilotar deve ser o máximo, curtido a cada km rodado.


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  38. #38
    Avatar de Saltini

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    Pelo que li certa vez em uma das homéricas discussões em fóruns foi que o INMETRO avalia somente a parte de cima do casco. Uma avaliação bem superficial e que não garante nada. Quando tirei minha carteira "A" comprei um capacete só para fazer as aulas por R$48..... A queijeira era fininha e a viseira devia se partir se pegasse um inseto maior na estrada.
    Quanto à fiscalização, infelizmente policial no Brasil é legislador, fiscal, força armada, juiz e executor.... Então mesmo que muitos debates falem sobre o selo ser para comercialização etc..., mesmo se você tiver um documento de homologação, ele pode parar e só liberar quando você trocar seu Shoei por um Pro Tork com o selinho...e vai discutir?

  39. #39
    Avatar de Luiz Corrêa

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    Li todo este tópico e há informações bem preciosas.

    Aqui vai meus palpites (alguns já comentados):
    -Prefiro marcas conhecidas e tradicionais, mesmo sabendo que não é garantia de boa proteção;
    -Sem querer desmerecer o Inmetro, mas confio mais nas avaliações do Sharp;
    -Devido à nossa regulamentação, nem penso em comprar capacete no exterior. Procuro fugir de problemas e aborrecimentos;
    -Capacete não faz milagre, prudência e velocidade moderada sempre!!!;
    -Sem querer polemizar, mas lembro do acidente fatal com o piloto Marco Simoncelli. Numa batida o capacete saiu da cabeça do piloto, até pensei que iria haver investigação ou pronunciamento da AGV, mas nada...
    -Só utilizo e confio nos modelos FECHADO. Sou reticente mesmo com os articulados.

    Recentemente gravei um vídeo sobre o assunto. Segue:


    V*deos de passeios/viagens: http://www.youtube.com/luizalvescorrea

    Motocronologia:
    Yamaha TT 125, Ciclomotor Monark, Yamaha DT 180R, Yamaha DT 200R, Honda CBR 450 SR, Honda Twister, aposentadoria motocicl*stica... sa*da da aposentadoria: Yamaha Neo, BMW G650GS e atual Suzuki Vstrom 2015/16


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