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Entrevista com Jaime Matsui, novo presidente da Abraciclo

Jaime Teruo Matsui, diretor de Relações Institucionais da Yamaha, acaba de assumir o posto de presidente da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, grande aliada dos motociclistas na batalha para que tanto a motocicleta quanto seu usuário sejam respeitados em nossa sociedade.

– Quais os maiores desafios que a Abraciclo tem pela frente e qual o principal foco de sua gestão?

Jaime Matsui - Como foco de minha gestão, darei prosseguimento ao fortalecimento da imagem da entidade e buscarei representar, da melhor forma possível, os interesses do setor de duas rodas. A gestão anterior foi muito equilibrada e gerida com o consenso dos associados. Continuaremos com os trabalhos da antiga gestão, buscando recuperar as perdas do período de crise para alcançar um crescimento gradativo e constante.

- Para o senhor, qual a importância dos profissionais que utilizam a motocicleta como ferramenta de trabalho?

JM - A motocicleta é um veículo ágil, versátil, de baixo custo e econômico, o que favorece sua aplicação em múltiplas atividades e, por isso, oferece uma ótima oportunidade de inclusão de milhares de pessoas ao mercado de trabalho, tanto como profissionais liberais ou mesmo contratados por empresas frotistas. Hoje, além dos já conhecidos transportadores de pequenas encomendas, conhecidos como motofretistas, há, em diversas cidades do País, a atividade de mototaxista, atendendo de modo eficiente a população em pequenos deslocamentos. Outras categorias já optaram pela motocicleta para otimizar seu atendimento, como representantes comerciais, os socorros mecânicos de seguradoras, além de atividades públicas como os Correios. Também os bombeiros nas operações urbanas de apoio e socorro em casos de acidentes, com as "motolâncias" do SAMU. Por fim, a polícia, que inicialmente adotava motocicletas apenas para missões de escolta, mas hoje usa a motocicleta como veículo de apoio eficaz ao policiamento ostensivo, nas cidades, nas rodovias e no campo.

- Existe algum plano da Abraciclo destinado à educação e ao treinamento dos motofretistas?

JM - Além do MotoCheck-Up, que visa a conscientização com relação à importância da manutenção da motocicleta, da pilotagem segura e do respeito às leis de trânsito, no que tange à educação, a associação, sempre que possível, participa de ações pontuais como apoiadora ou patrocinadora.

- O que a Abraciclo tem feito em relação à criação de corredores específicos para motocicletas em grandes cidades como São Paulo?

JM - A Abraciclo apoia toda e qualquer ação que venha a contribuir para a maior segurança do motociclista, a convivência pacífica no trânsito e a consequente redução do número de acidentes. Porém, é importante ressaltar que toda e qualquer ação deve ser discutida com os órgãos de trânsito, sindicatos, empresas de motofrete, motofretistas, e com a própria coletividade. No município de São Paulo foi criado, no âmbito da Secretaria Municipal de Transportes, um grupo permanente de estudos sobre a questão das motocicletas e o trânsito, e a Abraciclo faz parte deste grupo.

- Existe por parte da associação algum projeto destinado à profissionalização e diminuição da informalidade das classes dos motofretistas e mototáxis?

JM - Não. A Abraciclo apoia a profissionalização e a diminuição da informalidade na atividade de motofrete e mototáxi, porém não tem projetos especificamente destinados ao assunto. Contudo, nos motocheck-ups realizados na cidade de São Paulo, representantes da CET-SP realizaram o cadastramento de milhares de motociclistas atendidos, no intento de agilizar o procedimento de concessão da autorização formal para desempenhar atividade profissional remunerada, identificada como Condumoto.

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